domingo, 4 de dezembro de 2011

GREGÓRIA | O recomeço

Era uma jovem de 20 anos que vivia sozinha, numa casa grande, onde havia uma árvore com camélias há muitos anos. Seus pais viviam em outra cidade. Vivia uma vida de solidão, isolamento e tristeza por ser viúva tão jovem.

Seu nome era Isabel, mas era conhecida como a “Viúva das Camélias”. Seu marido desapareceu misteriosamente em um combate numa guerra. Convivia num conflito, sem saber o que teria realmente acontecido com seu marido, se ele estava morto, perdido ou teria a abandonado.

No meio dessa insegurança e incerteza, o único caminho que a ela restava era a morte, tendo várias vezes tentado seu suicídio. Isabel tinha perdido a vontade de viver.

O padre da cidade que conhecia a jovem, comovido com a situação e querendo ajudá-la a esquecer tanto sofrimento, convidou-a para ser voluntária no orfanato que ele cuidava e que precisava de recursos. Isabel aceitou o convite do padre e contribuiu com uma grande quantia em dinheiro para reformas no orfanato. Tornou-se uma grande voluntária, ajudava na cozinha, organizava campanhas de doação de roupas e passava o dia cuidando dos órfãos.

Em certo dia, ao chegar no orfanato, Isabel percebeu muitas pessoas na porta da igreja e ouviu a notícia de que o padre tinha sido preso, por ter sido a favor da Reforma Religiosa. O padre ficava do lado dos pobres e teria construído a igrejinha na cidade, não obedecia às leias que eram colocadas a ele.

Isabel resolveu, juntamente com um médico, que também era voluntário, assumir o orfanato. A casa onde Isabel morava foi reformada e se tornou uma biblioteca para crianças, a árvore de Camélias morreu e deu espaço a uma horta que as crianças cuidavam. Isabel se dedicou aos órfãos com seu amor, até o fim da vida.

Conto escrito pela alunas Letícia e Lidiane da turma 102

GREGÓRIA | Pobres do Sul

Em uma cidade pequena do sul brasileiro, no final do século XX, morava um casal muito pobre, Pedro e Maria. Logo no início do casamento, Maria engravidou e teve a menina Olívia. Dois anos mais tarde, o casal teve Alice.

Algum tempo depois, Pedro ficou doente e não pôde mais ajudar no sustento da família. Maria arrumou um emprego como empregada doméstica na casa de uma família. Além de ganhar pouco, levava para casa as migalhas de comida que sobravam da casa onde trabalhava, para as meninas comerem. Mas Maria e Pedro nem isso comiam, pois o pouco que tinham davam às filhas. Em um dia em que Maria recebeu de sua patroa, ela comprou um pacote de farinha de milho e fez um cuscuz; mas aquela comida durou só um dia. No dia seguinte, as meninas,com muita fome, começaram a comer as bolinhas de cuscuz torradas que caíram no fogão.

Viviam em uma casa velha de madeira muito pequena, de tamanho 3X5. No quarto, somente uma cama de solteiro, onde o casal dormia totalmente esmagado. As pobres das meninas nem cama tinham. Dormiam no chão da sala-cozinha com cobertores apenas, pois colchão não tinham. Quando chovia, elas colocavam sua cama de cobertores debaixo da mesa para não se molharem. A casa onde essa família vivia era tão velha que, certa vez em que deu um temporal, eles tiveram que segurar as paredes para elas não voarem com o vento.

A família era tão pobre que não tinha fogão. Para cozinhar os alimentos, quando tinham, eles improvisaram um fogão à lenha debaixo de uma árvore. O fogão era feito com uma chapa de fogão à lenha que Pedro havia ganhado de seu pai, seu José, em cima de pequenas torres de tijolos.

Eles não tinham roupas. As meninas, por exemplo, para irem à igreja, como faziam nos finais de semana, lavavam suas saias e meias de bolinhas, que haviam ganhado de sua avó Lúcia. As poucas roupas que tinham já estavam velhas e desgastadas.

Mas nem sempre foi essa pobreza toda. Antes de se casar com Maria, Pedro era muito rico, tinha muitas terras, mas perdeu tudo por causa de um empréstimo que fez com um vizinho. Mas Pedro continuara a morar em suas terras, ou seja, no pequeno pedaço que lhe sobrara para viver e que seu vizinho também queria lhe tomar.

Felizmente, a pobre família conseguiu evoluir economicamente. Pedro colocou seu vizinho na justiça e conseguiu suas terras de volta. A família decidiu guardar o passado no passado e viver o presente. Decidiram esquecer o passado cheio de tristezas e viver o presente cheio de alegrias, porque toda aquela tristeza não significava mais nada, e era só mais uma história triste perdida no meio de muitas outras.

Conto escrito pelas alunas Aline, Silvani, Suzani e Tainá da turma 201

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

GREGÓRIA | Outra chance

Havia um homem muito rico, tinha muitos bens e uma grande fazenda. Tinha ele um único filho, um único herdeiro que, ao contrário do pai, não gostava de trabalhar, nem de compromissos. O que ele mais gostava era de fazer festa e estar com seus amigos; seu pai sempre dizia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse dinheiro, depois, o abandonariam, mais o filho nunca dava ouvidos ao pai.

Seu pai era muito religioso, sempre ia à igreja, ia às missas sempre para agradecer por tudo que tinha e rezar por seu filho, pois ele se preocupava muito com sua morte e como o filho ficaria, pois já estava velho.

Um dia, o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro do celeiro, fez uma forca junto a ele; colocou uma placa que dizia: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai”.

Mais tarde, chamou o filho e o levou até o celeiro, dizendo: “Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você vai tomar conta de tudo que é meu, e sei como será seu futuro, você vai colocar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com seus amigos, irá vender os amimais e os bens materiais para se sustentar e, quando não tiver mais dinheiro, vão se afastar de você e, quando você não tiver mais dinheiro, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos e, por isso, eu construí essa forca. Sim, meu filho, ela é para você e queria que você me prometesse se acontecer o que eu disse você se enforcará nela”. O jovem riu, achou um absurdo, mas para não contrariar o pai, prometeu e pensou que jamais isso poderia acontecer.

O tempo passou, o pai morreu. E seu filho tomou conta de tudo, e assim como seu pai havia dito, o jovem gastou tudo, vendeu os bens materiais, perdeu os amigos. Desesperado, começou a refletir sobre sua vida, viu que havia sido dele e lembrou-se do pai: “Se eu tivesse ouvido seus conselhos, mas agora é tarde demais”. Então, ele levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, a única coisa que lhe restou; foi ate lá e, entrando, viu a forca e a placa empurrada e disse: “Eu nunca segui as palavras de meu pai, não pude alegrar enquanto ele estava vivo, mas pelo menos desta vez eu vou fazer a vontade de meu pai, eu vou cumprir a minha promessa. Afinal de contas, não me resta mais nada”. Ele subiu os degraus, colocou a corda no pescoço e disse: “Ah! Se eu tivesse outra chance, seria diferente!” e pulou.

Sentiu por um instante a corda apertando sua garganta, mas a forca se quebrou facilmente, o rapaz caiu no chão e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas e diamantes. A forca se quebrou e estava cheia de pedras preciosas. Junto, um bilhete que dizia: “Meu filho, eu lhe amo muito, essa é sua nova chance. Com carinho, seu pai”.

Conto escrito pelos alunos Fabrício, Tiago, Thaís e Alana da turma 102

sábado, 3 de setembro de 2011

GREGÓRIA | Pintura do muro




O último sábado, dia 3, foi de arte e participação na Escola Estadual de Ensino Médio Gregória de Mendonça. Alunos de várias turmas, com a supervisão de professores, organizaram-se em prol da pintura do muro da escola.

O espaço foi divido em três partes: uma ficou a cargo do Ensino Médio diurno; outra ficou por conta do Ensino Fundamental diurno; e a terceira parte do muro ficou sob responsabilidade do turno da noite. Os alunos, em oportunidade anterior, realizaram desenhos, os quais foram pintados no sábado.

Segundo a diretora da escola, Marília Renck, foram momentos de participação e arte, “os quais não precisam ocorrer, necessariamente, dentro de uma sala de aula, como aconteceu neste final de semana”.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

GREGÓRIA | Trabalho do 3º trimestre: Escrevendo contos

1. Formar grupos de, no máximo, cinco alunos.

2. Escrever um conto de, no máximo, 35 linhas, o qual deve ser entregue impresso, com letra tamanho 12 e espaçamento 1,5.

3. O conto deve obedecer às seguintes regras:

a) Conter características do período literário indicado aqui: Realismo para as turmas 201 e 202; e Barroco para a turma 102. Em outras palavras, o grupo deve escrever a estória como se estivesse naquele tempo, deve colocar-se no lugar de um autor da época referida.

b) Em folha separada, na mesma formatação, o grupo deve mostrar, no mínimo, três características do período literário encontradas no conto. Por exemplo: “No primeiro parágrafo, temos a característica ‘tal’, pois escrevemos que...”; ou então: “No trecho ‘tal’, percebemos a característica ‘tal’, já que...”; etc.

4. O trabalho deve ser entregue até 10 de outubro. Após essa data, terá valor menor.

5. Valor: 20 pontos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

De volta à Literatura

No último trimestre, estarei responsável pela disciplina de Literatura para as turmas 102, 201 e 202 da Escola Gregória de Mendonça. Em breve, instruções para trabalhos aqui no blog.

domingo, 26 de junho de 2011

GERAL | Meio abandonado

Eu sei que este blog anda meio abandonado. Mas isso se deve ao fato de eu não estar mais lecionando Portguês e Literatura. Porém prometo que, em breve, colocarei uma "receitinha de bolo" sobre como fazer uma boa redação, dica essencial aos vestibuandos. Além disso, é possível que eu volte a dar alguns períodos de Literatura. Então, aguardem!

domingo, 3 de abril de 2011

GERAL | Não mais na noite

Pessoal, acabei deixando o turno da noite na Escola Gregória. Gosto bastante das turmas 203 e 303, mas, na vida, precisamos fazer escolhas, Então, escolhi estar na Mundo Office Qualificação Profissional (com Inglês) todas as noites. Aproveito para anunciar que, em breve, colocarei aqui uma "receita" de um bolo chamado "dissertação", isso para que vocês consigam se acostumar com esse tipo de texto e terem bons desempenhos nos concursos vindouros. Sorte!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

GERAL | Turmas nas escolas regulares

Abaixo, as turmas em que atuarei nas escolas regulares:

GREGÓRIA

Inglês: 71, 81, 101, 102, 201, 202 e 301.
Português: 203 e 303.
Literatura: 103, 203 e 303.

VISCONDE

Inglês: 5ª, 6ª, 7ª e 8ª série.

domingo, 19 de dezembro de 2010

GREGÓRIA | A viagem pelo mundo

A base para uma boa aprendizagem é a leitura. Todo o momento deve ser aproveitado para o enriquecimento de nosso vocabulário. Outro meio de alcançar o sucesso é através de um bom conhecimento.

Nossa vida passa muito depressa. Junto dela, vêm os acontecimentos; a cada segundo, surge uma nova notícia, um novo fato, uma nova informação. Devido a isso, devemos sempre ler jornais, livros, assistir a noticiários, etc. Assim, ficaremos mais cultos e sujeitos a melhores empregos.

O sucesso é a melhor recompensa que podemos ter através de nossos conhecimentos. A boa cultura, a educação e a busca por novos conhecimentos é a principal forma de ingressar na vida profissional de modo correto e ocupar melhores cargos no mercado de trabalho.

Por fim, a leitura deve ser um exercício que precisa ser seguido sempre. Uma boa interpretação nos leva a viajar sobre o mundo de conhecimentos, de sonhos e até do passado. Leitura é aprendizagem, é aventura, é conhecimento.

Alan Rocha, Cristiano Muniz e Juliana Maciel, alunos da turma 303 da Escola Gregória de Mendonça