Seu nome era Isabel, mas era conhecida como a “Viúva das Camélias”. Seu marido desapareceu misteriosamente em um combate numa guerra. Convivia num conflito, sem saber o que teria realmente acontecido com seu marido, se ele estava morto, perdido ou teria a abandonado.
No meio dessa insegurança e incerteza, o único caminho que a ela restava era a morte, tendo várias vezes tentado seu suicídio. Isabel tinha perdido a vontade de viver.
O padre da cidade que conhecia a jovem, comovido com a situação e querendo ajudá-la a esquecer tanto sofrimento, convidou-a para ser voluntária no orfanato que ele cuidava e que precisava de recursos. Isabel aceitou o convite do padre e contribuiu com uma grande quantia em dinheiro para reformas no orfanato. Tornou-se uma grande voluntária, ajudava na cozinha, organizava campanhas de doação de roupas e passava o dia cuidando dos órfãos.
Em certo dia, ao chegar no orfanato, Isabel percebeu muitas pessoas na porta da igreja e ouviu a notícia de que o padre tinha sido preso, por ter sido a favor da Reforma Religiosa. O padre ficava do lado dos pobres e teria construído a igrejinha na cidade, não obedecia às leias que eram colocadas a ele.
Isabel resolveu, juntamente com um médico, que também era voluntário, assumir o orfanato. A casa onde Isabel morava foi reformada e se tornou uma biblioteca para crianças, a árvore de Camélias morreu e deu espaço a uma horta que as crianças cuidavam. Isabel se dedicou aos órfãos com seu amor, até o fim da vida.
Conto escrito pela alunas Letícia e Lidiane da turma 102
